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Associação Brasileira de Genitoscopia
Boletim Eletrônico
Fevereiro 2010 – 26ª edição
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VOCÊ SABE QUAIS AS INDICAÇÕES ATUAIS DE CAF E CONE CLÁSSICO?
ASSISTA O MÓDULO DE PATOLOGIA DO TRATO GENITAL INFERIOR: DIAGNÓSTICO NA SUSPEITA DE INVASÃO ESTROMAL E INDICAÇÕES DE CAF E CONE CLÁSSICO DO II CURSO DE EDUCAÇÃO CONTINUADA
Palestrantes:
Dra. Julisa Chamorro Lascasas Ribalta – Professora Livre-docente e coordenadora do Núcleo de Prevenção de Doenças Ginecológicas do Departamento de Ginecologia da Unifesp Dra. Nabiha Saadi Abrahao Taha – Doutora em Ginecologia e responsável pelo Serviço de Alta Frequência do Núcleo de Prevenção de Doenças Ginecológicas do Departamento de Ginecologia da Unifesp
TEMA: PATOLOGIA DO TRATO GENITAL INFERIOR: DIAGNÓSTICO NA SUSPEITA DE INVASÃO ESTROMAL E INDICAÇÕES DE CAF E CONE CLÁSSICO
1. COLPOSCOPIA NA SUSPEITA DE INVASÃO ESTROMAL 2. INDICAÇÕES ATUAIS DE CAF E DO CONE CLÁSSICO
SEJA SÓCIO DA ABG (ANUIDADE R$ 170,00) E TENHA ACESSO AO I e II CURSO DE EDUCAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA, SÃO 20 MÓDULOS DE PTGI E COLPOSCOPIA - solicite sua associação no http://www.colposcopia.org.br/socio_cadastre.php TODOS OS SÓCIOS TEM ACESSO GRATUITO AO CURSO, A SENHA PARA O I E II CURSO SÃO AS MESMAS. CASO VOCÊ AINDA NÃO POSSUA SUA SENHA, SOLICITE EM: http://www.colposcopia.org.br/ficha_cadastral.php
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QUAL A EFICÁCIA DO TESTE DE HPV PARA A DETECÇÃO DE LESÕES PRÉ-MALIGNAS E MALIGNAS CERVICAIS?
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Neste estudo, pesquisadores italianos avaliaram mulheres de 25 a 60 anos de idade, entre março e dezembro de 2004, para estudar a eficácia do teste de HPV no rastreamento do câncer de colo uterino. No total, 47.001 mulheres foram randomizadas para o grupo de citologia convencional e 47.369 para o teste de HPV (combinado à citologia em base líquida na primeira fase de rastreamento). Os autores encontraram que, em mulheres com mais de 35 anos, o rastreamento com teste de HPV foi mais eficaz que a citologia na prevenção de câncer cervical invasivo, já que permitiu maior detecção de lesões intraepiteliais de alto grau possibilitando o tratamento mais precocemente (a detecção relativa do teste de HPV vs citologia foi de 2,00 para NIC 2, 2,08 para NIC 3 e 2,03 para NIC 2 e 3 juntas). Já em mulheres mais jovens (25 a 34 anos), os autores consideram que o rastreamento com teste de HPV é menos eficaz, pois pode levar ao superdiagnóstico de NIC 2, que apresenta chances de regressão nessa faixa etária. A detecção de câncer cervical invasivo foi similar para os dois grupos na primeira fase de rastreamento (9 no grupo de citologia VS 7 no de teste de HPV, p=0,62); na segunda fase, não foram encontrados casos no grupo de teste de HPV, comparado a 9 casos no grupo de citologia (p=0,004). Segundo os autores, o teste de HPV isolado pode ser considerado em países que apresentam programas de rastreamento de base populacional, especialmente aqueles em desenvolvimento.
Fonte: Ronco G et al; the New Technologies for Cervical Cancer screening (NTCC) Working Group. Efficacy of human papillomavirus testing for the detection of invasive cervical cancers and cervical intraepithelial neoplasia: a randomised controlled trial. Lancet Oncol. 2010 Jan 18. [Epub ahead of print]
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QUAL A PREVALÊNCIA DE HPV ORAL EM PESSOAS SAUDÁVEIS?
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Proporção pequena, mas notável, de pessoas saudáveis tem infecções orais pelo HPV com tipos que aumentam o risco de alguns cânceres orofaríngeos, como HPV 16. Essa foi a conclusão de revisão sistemática que analisou 18 estudos publicados que detectaram DNA de HPV oral em 4.581 pessoas saudáveis, a fim de determinar a prevalência agrupada de HPV 16, HPV oncogênico e qualquer tipo de HPV. Os resultados mostraram que 1,3% de 3.977 indivíduos saudáveis tinham HPV 16 oral, 3,5% de 4.441 indivíduos tinham HPV oncogênico e 4,5% de 4.070 indivíduos tinham HPV de qualquer tipo. HPV 16 correspondeu a 28% de todos os HPVs detectados na região oral. A prevalência de HPV oral foi a mesma em homens e mulheres (4,6% vs 4,4%, respectivamente).
Fonte: Kreimer AR et al. Oral Human papillomavirus in healthy individuals: A systematic review of the literature. Sex Transm Dis. 2010 Jan 14. [Epud ahead of print].
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O CHÁ VERDE PREVINE CÂNCER DO COLO DO ÚTERO?
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Foi publicada recentemente em revista leiga reportagem afirmando que o uso de chá verde previne o câncer do colo do útero. A diretoria científica foi confirmar o embasamento científico desta informação e encontrou estudos que mostram que o extrato de chá verde e seu principal componente, epigalocatequina-3-galato (EGCG), apresentam atividades antiangiogênicas em vários modelos experimentais. Os mecanismos dos efeitos antitumorais do EGCG incluem a prevenção da carcinogênese do câncer cervical, indução de apoptose, inibição da atividade da telomerase e desregulação do ciclo celular. Noguchi e colegas mostraram que esses efeitos também foram observados em linhagens celulares de adenocarcinoma cervical, com supressão da expressão da proteína Ki-67. Outros efeitos incluem a inibição da proteína HIF-1α, com consequente inibição da expressão do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), que apresentam papel na angiogênese tumoral. Tang e colegas encontraram inibição da expressão da proteína HIF-1α induzida pelas oncoproteínas do HPV16, e diminuição da proteína VEGF e RNAm em células cancerígenas cervicais humanas. Com esses achados, os autores sugerem que o extrato de chá verde e EGCG possam ser utilizados no contexto de prevenção de lesões pré-malignas e do câncer e como terapia anticâncer.
Fontes: 1) Yokoyama M et al. The tea polyphenol, (-)-epigallocatechin galatte effects on growth, apoptosis, and telomerase activity in cervical cell lines. Gynecol Oncol. 2004;92:197-20. 2) Noguchi M et al. Inhibitory effect of the tea polyphenol, (-)-epigallocatechin galatte, on growth of cervical adenocarcinoma cell lines. Cancer Letters. 2006;234:135-42. 3) Zhang Q et al. Green tea extract and (-)-epigallocatechin-3-galatte inhibit hypoxia- and serum-induced HIF-1α protein accumulation and VEGF expression in human cervical carcinoma and hepatoma cells. Mol Cancer Ther. 2006;5:1227-38. 4) Tang XD et al. Effects of green tea extract on expression of human papillomavirus type 16 oncoproteins-induced hypoxia-inducible factor-1alpha and vascular endothelial growth factor in human cervical carcinoma cells. Zhonghua Yi Xue Za Zhi. 2008;88:2872-7.
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DERMATITE DE CONTATO DO VASO SANITÁRIO
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Neste estudo, Litinov e colegas descrevem cinco casos de dermatite de contato do vaso sanitário em crianças, condição mundialmente comum, facilmente reconhecida e tratada, porém pouco lembrada, levando a retardo no tratamento e exacerbação da erupção cutânea. Os autores comentam que assentos sanitários feitos de madeiras exóticas e o aumento do uso de desinfetantes fortes para a limpeza dos assentos são fatores que estão contribuindo para o aparecimento da dermatite. A dermatite de contato causa irritação cutânea ao redor das nádegas e região superior das coxas. Se não tratada apropriadamente, o desconforto pode persistir e levar a erupções cutâneas dolorosas e pruriginosas. Para a prevenção, os autores citam: usar protetor de assento sanitário em banheiros públicos, substituir os assentos de madeira para os de plástico e evitar desinfetantes fortes.
Fonte: Litvinov IV et al. Recognizing and treating toilet-seat contact dermatitis in children. Pediatrics. 2010;125:e419-22.
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QUAL A UTILIDADE DO TESTE DE HPV EM MULHERES COM CITOLOGIA MOSTRANDO CÉLULAS GLANDULARES ATÍPICAS?
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Pesquisadores da Pensilvânia estudaram 662 mulheres de média etária de 44 anos com citologia mostrando células glandulares atípicas no período de junho de 2005 a agosto de 2007, para avaliar a utilidade do teste de HPV. Destas, 309 (46,7%) tinham teste de HPV, com 75 casos (24,3%) sendo positivos para HPV de alto risco. Teste positivo para HPV de alto risco foi mais fortemente associado com NIC de alto grau e adenocarcinoma in situ em mulheres com menos de 50 anos de idade. Entre os 75 casos, 13 (17,3%) tinham NIC de alto grau (II/III, a maioria em mulheres com menos de 40 anos), 10 (13,3%) tinham adenocarcinoma in situ (todos em mulheres com menos de 50 anos) e 3 (4,0%), adenocarcinoma invasivo (todos em mulheres com mais de 50 anos). Nas 234 mulheres com teste negativo para HPV de alto risco, 1 (0,4%) tinha NIC de alto grau, 1 (0,4%) tinha adenocarcinoma in situ, 1 (0,4%) tinha adenocarcinoma cervical e câncer de ovário e 8 (3,4%) tinham câncer de endométrio. Os autores concluíram que o teste de HPV pode ser útil na detecção de NIC de alto grau, adenocarcinoma in situ e adenocarcinoma cervical invasivo em mulheres com menos de 50 anos apresentando citologia com células glandulares atípicas, tendo assim, benefício no rastreamento para neoplasia cervical glandular.
Fonte: Zhao C et al. Clinical utility of adjunctive high-risk Human papillomavirus DNA testing in women with Papanicolaou test findings of atypical glandular cells. Arch Pathol Lab Med. 2010;134:103-8.
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Eventos 2010
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19/03 a 20/03 – II COLPOMINAS JORNADA DE PATOLOGIA DO TRATO GENITAL INFERIOR E COLPOSCOPIA
Capítulo de Minas Gerais
Local: Belo Horizonte / MG
Informações: (31) 3227-8544
E-mail: eventos@rhodeseventos.com.br 20/03 – COLPOSCOPIA, PATOLOGIA CERVICAL & VACINAS – HPV UP DATE
Dr. Nelson Valente Martins
Local: São Paulo / SP – Centro de Convenções Rebouças
E-mail: nsilvestri@uol.com.br
20/03 – CURSO INTENSIVO – “PROCEDIMENTOS DIAGNÓSTICOS E TERAPÊUTICOS EM PTGI
Associação Baiana de Medicina
Local: Salvador / BA
E-mail: spbcuc@terra.com.br
22/03 a 26/03
CURSO DE INFECÇÕES GENITAIS DR. WITKIN
Local: Hotel Mareiro- Fortaleza - CE
Informações: Fones: 85 3366-8304 com Paula Palácio e 85 3253-0100 com Margarete
08/04 a 09/04 – XXVIII CURSO DE PATOLOGIA DO TRATO GENITAL INFERIOR E COLPOSCOPIA
Local: Auditorio del Colegio Oficial de Médicos de Barcelona / Espanha
Home page: http://www.geyseco.es/tractogenital
13/05 a 15/05 – CERVICOLP 2010 – XXI CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM PTGI E COLPOSCOPIA
Capítulo De São Paulo
Local: São Paulo / SP
Informações: (11) 3283-4121 com Elza / (11) 5611-2702 com Nilza
E-mail: sbptgicsp@uol.com.br ou nsilvestri@uol.com.br 03/09 a 05/09 – XIV CONGRESSO BRASILEIRO DE GENITOSCOPIA
Local: Porto Alegre / RS
E-mail: secretariaabg@uol.com.br
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