|
Associação Brasileira de Genitoscopia Boletim Eletrônico Março 2010 – 27ª edição Edição especial vacina contra HPV |
|
VOCÊ SABE QUAIS AS PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE AS VACINAS BIVALENTE E QUADRIVALENTE PARA O HPV? ASSISTA O MÓDULO DO CURSO ON LINE DE PATOLOGIA DO TRATO GENITAL INFERIOR: IMUNOLOGIA E VACINAS QUADRIVALENTE E BIVALENTE DO II CURSO DE EDUCAÇÃO CONTINUADA Palestrantes: Dra. Luisa Lina Villa – Chefe do Grupo de Virologia do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer
TEMA: PATOLOGIA DO TRATO GENITAL INFERIOR: IMUNOLOGIA E VACINAS QUADRIVALENTE E BIVALENTE 2. VACINA QUADRIVALENTE
TODOS OS SÓCIOS TÊM ACESSO GRATUITO AO CURSO ON LINE, A SENHA PARA O I E II CURSO SÃO AS MESMAS. CASO VOCÊ AINDA NÃO POSSUA SUA SENHA, SOLICITE EM: http://www.colposcopia.org.br/ficha_cadastral.php |
|
|
|
Quais são as vacinas contra HPV existentes no mercado brasileiro? |
|
Existem 2 vacinas contra HPV, aprovadas pela ANVISA e disponíveis comercialmente no Brasil. De acordo com Resolução RDC nº 61, de 25 de agosto de 2008 da ANVISA, o nome principal da vacina deve ser constituído do nome da doença ou, para algumas situações em que o agente etiológico não causa uma doença específica, o nome da vacina deve ser constituído do nome formal em latim/grego daquele agente. Assim temos: 1. Vacina quadrivalente contra o papilomavírus humano (6,11,16 e 18) , produzida pela MSD 2. Vacina bivalente contra o papilomavírus humano (16 e 18), produzida pela GSK |
|
Para que faixa etária está indicada a vacina contra o HPV? |
|
1. Vacina quadrivalente HPV 6,11,16 e 18 para meninas e mulheres de 2. Vacina bivalente HPV 16 e 18 para meninas e mulheres de O ideal seria que as meninas fossem vacinadas precocemente, isto é, antes do início da atividade sexual. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) recomenda, o uso rotineiro em meninas entre 11 e 12 anos de idade. Porém, mulheres que ainda não se infectaram ou que já tiveram contato com algum dos tipos, podem se beneficiar protegendo-se contra os demais tipos. |
|
qual é a indicação da vacina contra o hpv? |
|
1. Vacina quadrivalente HPV 6,11,16 e 18 para meninas e mulheres – de 2. Vacina bivalente HPV 16 e 18 para meninas e mulheres - de |
|
Qual é o esquema vacinal? |
|
Em 3 doses 1. Vacina quadrivalente contra o HPV (6,11,16 e 18) - 0, 2 e 6 meses 2. Vacina bivalente contra o HPV 16 e 18 - 0, 1, 6 meses |
|
QUAL É A VIA E LOCAL DE APLICAÇÃO? |
|
As duas vacinas são administradas por via intramuscular. 1. Vacina quadrivalente contra HPV (6,11,16 e 18) - músculo deltoide ou vasto lateral da coxa 2. Vacina bivalente contra HPV 16 e 18 - músculo deltóide |
|
QUAL É A DISPONIBILIDADE DA VACINA? |
|
a vacina contra HPV está disponível apenas em clínicas privadas de imunização. Clínicas acreditadas pela Sociedade Brasileira de Imunização podem ser vistas em http://www.sbim.org.br/clinicas.htm |
|
A VACINA CONTRA HPV É DE VÍRUS VIVO OU INATIVADO? |
|
As duas vacinas não contêm o DNA do vírus (vacina inativada), apenas proteínas do capsídeo viral (envoltório do vírus). Estas proteínas são chamadas de VLP (vírus-like particle),ou seja, partículas semelhantes a vírus. Estas proteínas induzem a produção de grandes quantidades de anticorpos neutralizantes e não tem capacidade de produzir doença. |
|
é necessário dose de reforço? |
|
Até o presente, não há recomendação de reforço. Os resultados são limitados pelo tempo de seguimento dos ensaios clínicos (7,5 anos) e não podem ser interpretados como indicando o período máximo de proteção desta vacina. |
|
QUAL É A DIFERENÇA ENTRE O DESENVOLVIMENTO DE ANTICORPOS NA INFECÇÃO NATURAL E APÓS A VACINAÇÃO? |
|
O desenvolvimento de anticorpos na infecção natural pelo HPV é baixo e pode não ocorrer em algumas mulheres. Os VLPs das vacinas induzem grandes quantidades de anticorpos neutralizantes, sendo de |
|
Os níveis de anticorpos estão relacionados à proteção? |
|
Não existe um nível definido de anticorpos para indicar proteção, eles são utilizados apenas em estudos clínicos para verificar soroconversão. A maior medida mensurável de proteção da vacina é a eficácia comprovada em estudos clínicos contra lesões precursoras do câncer genital (NIC 2/3 e adenocarcinoma in situ para ambas as vacinas) e verrugas genitais (na vacina quadrivalente). |
|
existe algum teste que possa indicar quais as mulheres que terão benefício |
|
não. Testes para mensuração de anticorpos para HPV não estão disponíveis comercialmente e a biologia molecular só faz o diagnóstico de infecções atuais, não conseguindo prever se existiu infecções passadas. Biologia molecular positiva (PCR, captura híbrida, entre outros) também não é uma boa ferramenta, pois este teste apenas afirma a presença atual do DNA do HPV e não consegue prever se haverá criação de anticorpos neutralizantes em níveis adequados para prevenir contra nova infecção deste tipo. |
|
O QUE FAZER SE NÃO SE RESPEITOU O INTERVALO ENTRE AS DOSES? |
|
Completar o esquema independente do tempo decorrido desde a última dose. |
|
Qual é a eficácia da vacina? |
|
ambas as vacinas possuem eficácia próxima a 100% na proteção de lesões pré-cancerosas e adenocarcinoma in situ relacionadas ao HPV 16 e 18 e a vacina quadrivalente possui eficácia de 100% na prevenção de verrugas genitais causadas pelos HPVs 6 e 11. |
|
a vacina contra hpv é segura? quais reações adversas podem ocorrer? |
|
Sim, o comitê consultivo de segurança vacinal da OMS estabeleceu que as vacinas possuem excelente perfil de segurança. Nos estudos clínicos, reações locais leves e temporárias no local da injeção (eritema, dor ou edema) foram de |
|
Mulheres grávidas PODEM TOMAR a vacina contra hpv? |
|
Não. Se já foi iniciada a vacinação, no puerpério completar o esquema independente do tempo decorrido desde a última dose. Mulheres grávidas que se expuseram inadvertidamente a vacinação nos estudos, não apresentaram complicação fetal ou maternas maiores que o grupo controle. |
|
Mulheres que já possuem o HPV podem tomar a vacina? |
|
Sim. Em mulheres que eram positivas à inclusão no estudo, a um ou mais tipos de HPV cobertos pela vacina (HPV 6, 11, 16 ou 18), a vacina quadrivalente recombinante contra o papilomavírus humano (tipos 6, 11, 16 e 18) proporcionou proteção contra a doença relacionada aos outros tipos (isto é, proteção contra os tipos pelos quais não haviam sido contaminadas). Em outras palavras, uma pessoa infectada pelo HPV do tipo 6 antes da vacinação pode ainda receber proteção contra a doença causada pelos HPV dos tipos 11, 16 e/ou 18. Sabe-se que apenas |
|
O que é proteção cruzada? |
|
É definida como a possibilidade da vacina em disparar respostas imunes capazes de neutralizar tipos de HPV não contemplados na vacina e isto se deve a sua relação filogenética. Ambas as vacinas mostram eficácia parcial contra infecções causadas pelo HPV 31 e 45, relacionados geneticamente ao HPV 16 e 18. |
|
a VACINA CONTRA HPV PODE SER ADMINISTRADa SIMULTANEAMENTE com a VACINA H1N1 (gripe suína)? |
|
Sim. No informe operacional da Estratégia Nacional de Vacinação Contra o Vírus Influenza Pandêmico (H1N1) do Ministério da Saúde, a recomendação em relação à administração simultânea com outras vacinas é de que como regra geral, uma vacina inativada como a vacina contra HPV pode ser administrada simultaneamente ou em qualquer data antes ou depois de outra vacina (viva ou inativada), não devendo perder-se oportunidades de vacinação. Assim, quando for necessária a administração simultânea de outra vacina ou com um intervalo inferior a quatro semanas, esta deve ser efetuada em locais anatômicos diferentes, com registro do local de cada injeção, de acordo com o recomendado pelo Programa Nacional de Imunização. |
|
em mulheres vacinadas, como realizar a prevenção do câncer do colo do útero? |
|
Até o momento, preconiza-se o mesmo rastreamento que em mulheres não vacinadas. Considerar teste de HPV e triagem apropriada a intervalos maiores (3 a 5 anos). |
|
impacto nas apresentações de verrugas genitais após implementação da vacina quadrivalente contra o hpv no programa nacional da austrália para mulheres jovens |
|
|
|
Este estudo examinou as alterações nas apresentações das verrugas genitais após a introdução do programa de vacinação contra o HPV. O governo australiano vacinou em abril de 2007 as meninas que estudavam nas escolas e em julho de 2007 as mulheres com até 27 anos (fora da escola). A proporção de mulheres < 28 anos diagnosticadas com verrugas diminuiu 25% por trimestre em 2008 em comparação ao aumento de 1,8% visto de Fonte: Fairley CHK et al. Sex Transm Infect 2009 ;85 :499-502. |
|
Pratique a abordagem mãe e filha Rastreiem as mães e vacinem as filhas! |
|
Fontes: 1.Bulas das vacina bivalente e quadrivalente recombinante contra HPV. 2. WHO. Human papillomavirus vaccines WHO position paper. Disponível em http://www.who.int/hpvcentre/publications/en/ 3. Ministério da Saúde. Informe técnico operacional. Estratégia Nacional de Vacinação Contra o Vírus Influenza Pandêmico (H1N1) 2009 Disponível em http://www.conasems.org.br/files/Informe_Tecnico_05_03.pdf Acessado em 2/03/2010 4. Bosch, 2009 - Broad-Spectrum Human Papillomavirus Vaccines: New Horizons but One Step at a Time. 5.Lepique, 2009. HPV vaccination: the beginning of the end of cervical cancer? - A Review 6. Bayas, 2008. Cervical cancer vaccination indications, efficacy, and side effects. 7.Monsonego, 2007. The new challenges in the prevention of cervical cancer. |
|
Eventos 2010 |
|
13/05 a 15/05 – CERVICOLP 2010 – XXI CURSO DE ATUALIZAÇÃO Capítulo De São Paulo Local: São Paulo / SP Informações: (11) 3283-4121 com Elza / (11) 5611-2702 com Nilza 23/06 a 26/06 - XV TROCANDO IDÉIAS 07/10 a 10/10 – XIV CONGRESSO BRASILEIRO DE GENITOSCOPIA Local: Porto Alegre / RS Home Page: www.colposcopia.org.br |
|
Visite-nos no www.colposcopia.org.br Mande sugestões através do parellada@uol.com.br, sua opinião é muito importante para nós. Dra. Cíntia Irene Parellada e Dra. Ana Carolina Chuery |