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Associação Brasileira de Genitoscopia
Boletim Eletrônico
Junho 2010 – 30ª edição
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RECOMENDAÇÕES DA VACINA CONTRA HPV
Conselho Consultivo para Práticas de Imunizações (ACIP*)
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O ACIP é um órgão muito respeitado e referência na área de imunização. O ACIP vem da sigla em inglês “The Advisory Committee on Immunization Practices”, e a tradução para o português é Conselho Consultivo para Práticas de Imunizações. Este conselho consiste de 15 profissionais expertos nesta área e que foram selecionados pela secretaria de Saúde dos Estados Unidos para fornecer recomendações escritas para a administração de rotina de vacinas em crianças e adultos na população civil. Além destes 15 profissionais, o ACIP inclui outros 8 membros que representam agências federais com responsabilidade em programas de imunização nos Estados Unidos e 26 representantes não-votantes indicados por organizações que prestam consultoria em imunização. Em 25 de maio de 2010, foi publicado o MMWR onde constam as conclusões de sua última reunião em outubro de 2009. O ACIP é vinculado ao CDC e FDA.
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• Deve ser realizado vacinação contra HPV de rotina em meninas de 11 a 12 anos. A vacinação pode ser iniciada aos 9 anos.
• É recomendada para adolescentes e mulheres de 13 a 26 anos que não foram previamente vacinadas. Se uma mulher alcança 26 anos sem ter completado o esquema vacinal completo, as doses remanescentes podem ser administradas após os 26 anos.
• Idealmente, a vacina deve ser administrada antes da exposição potencial ao HPV através do contato sexual.
• Tanto a vacina bivalente como a quadrivalente é recomendada para prevenção de pré-cânceres e cânceres. Ambas as vacinas poderiam proteger contra outros cânceres relacionados ao HPV, porém existem dados atuais suficientes apenas para recomendar a vacina quadrivalente para proteção contra pré-cânceres e cânceres vulvares e vaginais. A vacina quadrivalente também está indicada para prevenção de verrugas genitais.
• Doses realizadas com intervalos menores do que o recomendado devem ser refeitas.
Para se garantir a imunogenicidade da vacina, deve ser respeitado intervalo mínimo entre doses:
Primeira/segunda = 4 semanas
Segunda/terceira = 12 semanas
Primeira/terceira = 24 semanas
• Se o esquema vacinal é interrompido, o esquema vacinal não precisa ser reiniciado.
• A administração da vacina contra HPV, simultânea, antes ou depois de outra vacina viva ou inativada é permitida porque a vacina contra HPV não é uma vacina de vírus vivo.
• Quando possível, a mesma vacina contra HPV deve ser utilizada para completar o esquema vacinal; Nenhum estudo avaliou a intercambialidade entre as vacinas de HPV. Entretanto, se a clínica imunizadora não conhece ou não tem disponível a vacina contra HPV previamente administrada, qualquer vacina contra HPV pode ser utilizada para completar o esquema vacinal contra o HPV 16 e 18. Para proteção contra verrugas por HPV 6 e 11, a série vacinal com menos de 3 doses da vacina quadrivalente poderia fornecer menor proteção contra verrugas genitais do que o esquema vacinal completo com a vacina quadrivalente.
• Mulheres que tem anormalidades nos resultados do rastreamento do câncer do colo do útero estão provavelmente infectadas por um ou mais tipos de HPV. Com o aumento da severidade do Papanicolaou, a probabilidade de infecção por HPV 16/18 aumenta e os benefícios da vacinação diminui. A vacinação é recomendada para estas mulheres, porque a vacinação pode fornecer proteção contra infecção pelos tipos de HPV contidos na vacina e não adquiridos.
• Mulheres devem ser avisadas que a vacinação não tem efeito terapêutico nas infecções preexistentes por HPV ou nas alterações no Papanicolaou.
• Avaliações pré-vacinação (por exemplo, Papanicolaou ou rastreamento com teste de DNA de HPV de alto risco, tipagem específica de HPV ou mensuração de anticorpos de HPV) para estabelecer a indicação da vacina contra HPV não são recomendadas em nenhuma idade.
• História genital de verrugas genitais indicam infecção por HPV, a grande maioria por HPV 6 e 11. A vacinação é ainda recomendada para estas mulheres porque a vacinação pode fornecer proteção contra infecção pelos tipos de HPV contidos na vacina e não adquiridos. Mulheres devem ser avisadas que a vacinação não tem efeito terapêutico nas verrugas genitais ou infecções preexistentes por HPV.
· Vacina contra HPV não é recomendada para grávidas. Se uma mulher descobrir a gravidez após início do esquema vacinal, os restantes das doses devem ser realizadas após o parto. Não é necessário realização de teste de gravidez antes da vacinação.
· Mulheres em lactação podem receber a vacina contra HPV.
• Ambas as vacinas contra HPV são “não-vivas” e podem ser administradas para mulheres que são imunossuprimidas (secundário a doença e ou medicações). Entretanto, a resposta imune e a eficácia contra vacina podem ser menores do que em indivíduos imunocompetentes
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FDA aprova uso da vacina bivalente em mulheres
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Em outubro de 2009, o FDA aprovou o uso da vacina bivalente para mulheres de 10 a 25 anos. Em antecipação a esta aprovação, o ACIP revisou dados sobre imunogenicidade, eficácia e segurança da bivalente e quadrivalente.
Em uma análise limitada as lesões sem coinfecção por 16/18, a eficácia da vacina bivalente contra NIC2+ devido aos 12 tipos oncogênicos não contidos na vacina (HPV 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66, e 68) foi de 37.4% (IC 96.1% [7.4--58.2]). Em análise posterior, a eficácia contra HPV 31 relacionada à NIC2+ de acordo com a população por protocolo foi de 89.4% (IC 99.7% [29.0--99.7]).
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FDA aprova uso da vacina quadrivalente contra HPV em homens
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• Em outubro de 2009, o FDA aprovou o uso da vacina quadrivalente para uso em homens de 9 a 26 anos para prevenção de verrugas genitais causadas para HPV tipo 6 e 11.
· O HPV 6 e 11 são responsáveis por 90% das verrugas genitais e a maioria dos casos de papilomatose respiratória. Aproximadamente 500.000 casos de verrugas genitais ocorrem a cada ano nos Estados Unidos em homens e mulheres sexualmente ativos. Estima-se que o custo médico anual relacionado a verrugas genitais é de 200 milhões de dólares, sem contar o impacto adverso na qualidade de vida. Os cânceres associados ao HPV no homem incluem câncer anal, peniano e de orofaringe, causadas principalmente pelo HPV 16.
· As taxas de soroconversão foram altas para os 4 tipos de HPV e os títulos de anticorpos foram significativamente maiores nos meninos de 9 a 15 anos em comparação com os homens de 16 a 26 anos. O padrão de reações adversas é similar ao verificado em mulheres, com reações limitadas ao local da injeção de intensidade leve a moderada.
*população que recebeu as três doses da vacina e que eram DNA e soro negativos aos HPVs contidos na vacina, os casos começaram a ser contados a partir do mês 7.
& A eficácia para verrugas genitais por HPV 6 e/ou 11 foi de 89%.
** população que recebeu ao menos 1 dose da vacina independente do resultado do DNA ou sorologia, os casos começaram a ser contados no dia 1.
• Em programas nacionais de imunização, quando a cobertura vacinal de mulheres é alta (>80%), modelos matemáticos sugerem que vacina contra HPV em homens em adição a programa de vacinação em mulheres não é a estratégia de vacinação mais custo-efetiva para reduzir o ônus total de condições associadas ao HPV em homens e mulheres. Devido ao fato que o ônus de saúde é maior em mulheres do que homens, melhorar a cobertura em meninas de 11 e 12 anos é estrategicamente mais custo-efetiva do que a adição da vacinação em homens.
· Homens que fazem sexo com homens (HSH) são de risco particular para condições associadas aos HPV 6,11,16 e 18; doenças e cânceres entre HSH incluem neoplasia intraepitelial anal, câncer anal e verrugas genitais. A vacina quadrivalente tem alta eficácia na prevenção de neoplasias intraepitelial anal em HSH; entretanto esta informação não estava disponível no encontro do ACIP em outubro de 2009 e não foi revisada pelo FDA.
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O uso de vacina contra HPV em homens não é uma indicação aprovada pela ANVISA. Pela ANVISA, a prescrição em situações não previstas em bula, é de responsabilidade do médico. Parecer da ANVISA sobre o tema pode ser visto em http://www.anvisa.gov.br/medicamentos/registro/registro_offlabel.htm
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Visite-nos no www.colposcopia.org.br
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Eventos abg 2010
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14/08 – CERVICOLP JAU
Capítulo de São Paulo
Informações: (14) 3602-1241 / 3602-1398
Informações no www.colposcopiasp.org.br
21/08 – CERVICOLP/RECICLAGEM
Uma imersão em patologia do Trato genital inferior e colposcopia
Capítulo de São Paulo
Local: Centro de Convenção Rebouças
Telefone: (11) 3283-4121 com Elza / (11) 5611-2702 com Nilza
Informações no www.colposcopiasp.org.br
07/10 a 10/10 – XIV CONGRESSO BRASILEIRO DE GENITOSCOPIA
Local: Porto Alegre - RS
Inscrição on line no www.colposcopia.org.br
23/10 – III CURSO DE PATOLOGIA VULVAR
Uma imersão em patologia do Trato genital inferior e colposcopia
Capítulo de São Paulo
Local: Hotel Renaissance (Alameda Santos 2233)
Telefone: (11) 3283-4121 com Elza / (11) 5611-2702 com Nilza
Informações no www.colposcopiasp.org.br
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Editoras Médicas Responsáveis: Dra. Cíntia Irene Parellada1 e Dra. Ana Carolina Chuery2
Gestão 2009-2011 Dra. Paula Maldonado 1. CRM 84951-SP. Editora da revista Brasileira de Genitoscopia. Doutora pela FMUSP. Médica titulada pela FEBRASGO e qualificada pela ABG. 2. CRM 96836-SP Revisora científica da Revista Brasileira de Genitoscopia. Pós-graduanda da UNIFESP. Mestre pela FMUSP. Médica titulada pela FEBRASGO e qualificada pela ABG.
Declaração de Conflito de interesse, de acordo com a Norma 1595/2000 do Conselho Federal de Medicina e a Resolução RDC 96/2008 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. 1. Gerente médica da MSD.
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